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Número de exames para prevenção à retinopatia diabética tem aumento de 75% na rede pública de saúde

Atualizado: 5 de dez. de 2025

O volume de exames oftalmológicos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS) para o diagnóstico de doenças da retina, principalmente da retinopatia diabética, aumentou 75% nos últimos 5 anos. “O crescimento não representa apenas um marco estatístico, mas uma resposta ao aumento do diabetes no país e à necessidade urgente de proteger milhões de brasileiros do risco de perda de visão”, explica Wilma Lelis, presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

A retinopatia diabética é uma das complicações crônicas mais sérias e temidas do diabetes, além de uma das principais causas de cegueira evitável. Globalmente, segundo o Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF), cerca de um em cada quatro adultos com diabetes (23,0%) têm alguma forma de retinopatia relacionada à doença. Destes, pelo menos um em cada dez (11,0%) está em risco de perder a visão ou já a perdeu devido à retinopatia diabética com risco de perda de visão.


O Brasil ocupa uma posição de destaque no cenário mundial da diabetes, sendo o sexto país do mundo com o maior número de adultos (20–79 anos) com a doença, um total de 16,6 milhões de pessoas. A previsão é que o número continue a crescer, atingindo 24,0 milhões de pessoas até 2050, momento em que o país deverá ocupar a sétima posição global.


Exames – Em 2024, foram realizados 13,9 milhões de exames específicos para avaliação de retina, volume que supera de forma significativa os 11,8 milhões registrados em 2023 e os 7,9 milhões contabilizados em 2019. Até agosto deste ano, quase 10 milhões de exames já haviam sido realizados, apontando para a tendência de um novo recorde de produção em 2025.


Wilma Lelis explica que “esse avanço também reflete o fortalecimento das políticas de saúde pública e os esforços para conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da retinopatia diabética”. Os dados analisados pelo CBO mostram que a rede pública vem ampliando sua capacidade de atendimento, atingindo o maior volume já registrado na série histórica iniciada em 2019.

Em relação ao acesso ao diagnóstico, segundo o Atlas do IDF, 31,9% dos adultos com diabetes no país (o que equivale a 5,3 milhões de pessoas) estão não diagnosticados, um índice superior à média regional da América do Sul e Central (30,4%). Financeiramente, o Brasil está entre os países com maior impacto econômico devido à condição, sendo o terceiro país com o maior gasto total com saúde relacionado ao diabetes em 2024, atingindo USD 45,1 bilhões (225,5 bilhões de reais).


Detalhamento - O levantamento do CBO avaliou os registros dos quatro principais exames para o diagnóstico de problemas na retina disponíveis no SUS: biomicroscopia de fundo de olho, mapeamento de retina, retinografia colorida binocular e retinografia fluorescente binocular.


Em 2019, foram realizados, em média, cerca de 659 mil desses exames a cada mês. No mesmo período do ano seguinte, em meio à pandemia de covid-19, esse total caiu para 463 mil mensais. Em 2024, com a normalidade dos atendimentos do SUS já estabelecida, a média ultrapassou 1,1 milhão de procedimentos e, em 2025, já supera a marca de 1,2 milhão de exames ao mês.


Ao avaliar a produção de exames de retina a partir da sua distribuição geográfica, o CBO revela que a melhora da cobertura ocorreu nas cinco regiões, na comparação entre 2019 e 2025. Os destaques vão para as regiões Centro-Oeste (117%), Sudeste (82%) e Nordeste (70%). Em seguida, estão Sul e Norte, com aumentos de 62% e 52%, respectivamente.


Os dados das unidades federativas confirmam a tendência de alta, e o desempenho positivo é registrado em quase todos os estados. Em valores absolutos de procedimentos diagnósticos, São Paulo lidera os registros de 2024, com 4,4 milhões de procedimentos realizados, seguido por Rio de Janeiro com 1,4 milhão e Pernambuco com 1,3 milhão.


Já os estados com os maiores aumentos proporcionais entre 2019 e 2024 foram o Acre, com alta de 19.722% no volume de exames realizados nos dois períodos; Amapá, com variação de 1.575%; e Mato Grosso, com alta de 319%. No caso do Acre, o percentual elevado decorre do fato de que, em 2019, o estado registrava volumes muito reduzidos desse tipo de exame. Nesse sentido, o crescimento observado reflete sobretudo a regularização ou a expansão recente da produção no estado.


Dois estados, além do Distrito Federal, não registraram, em 2024, um número de procedimentos capaz de superar as notificações de 2019: Distrito Federal (-64%), Rondônia (-13%) e Paraíba (-2%), conforme mostram a seguir os números da produção ambulatorial de cada unidade federativa do país.



24 Horas pelo Diabetes – Para reforçar as ações de prevenção à retinopatia diabética, bem como discutir formas de melhorar o acesso ao diagnóstico e tratamento precoces dessa doença, o CBO realizou, no dia 1º de novembro, a maratona 24 Horas pelo Diabetes. A iniciativa é baseada na veiculação de conteúdo educativo e entrevistas, palestras e reportagens voltadas à orientação dos brasileiros sobre sinais, sintomas e cuidados necessários para lidar com a doença.


O programa, com quase 10 horas de conteúdo de alta qualidade, está disponível na íntegra no canal oficial do CBO no YouTube e no site oficial da campanha. Acesse www.24hpelodiabetes.com.br, sem qualquer custo, e compartilhe os vídeos e informações com seus familiares, amigos e colegas de trabalho.


360° Comunicação Integrada

Assessoria de Imprensa do CBO

(84) 98627-6893 – Francisco Baracho 

(61) 98144-2628 – Paulo Henrique


 
 
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